Salão montado para um evento de empresa, com mesas redondas vestidas de branco e telão ao fundo
Eventos corporativos

Convenção de empresa fora da cidade: o checklist que evita os problemas conhecidos

Francisca

Marketing · Vivencias Travel

6 de out. de 20269 min de leitura

Salão, catering, traslados, plano B de clima e uma pessoa no comando em destino. O detalhe do que precisa estar resolvido em cada etapa, e os pontos onde sempre cai algo.

Uma convenção fora da cidade tem uma diferença grande em relação a uma no escritório: quando falta algo, não se desce para comprar. Um projetor que não conecta, uma sala que não dá para desmontar a tempo ou um ônibus que não chega são problemas que em destino não têm solução rápida, e por isso todo o trabalho está no planejamento.

Este é o checklist que usamos, ordenado pelo momento em que cada coisa precisa estar fechada.

De 12 a 8 semanas antes

  • Data e quantidade de pessoas, em firme. Todo o resto se cota sobre esses dois dados. Se o número ainda se move, trabalha-se com uma faixa e se avisa qual é o teto comprometido com o hotel.
  • Hotel e salão bloqueados. Para um grupo médio ou grande, o salão manda sobre o hotel: há hotéis lindos cuja maior sala não cabe o seu grupo sentado em mesas redondas, que ocupam muito mais espaço do que fileiras de cadeiras.
  • Formato da sala definido. Auditório, mesas redondas, escola, em U. Muda a capacidade da mesma sala quase pela metade, e muda o tempo de montagem.
  • Voos. Quanto maior o grupo, menos flexível é o aéreo. Para Bariloche em temporada de neve, o aéreo fecha cedo ou se acaba pagando muito mais.

De 8 a 4 semanas antes

  • Programa hora por hora, aprovado. Com os tempos reais de traslado dentro, não os de um mapa. Um ônibus com 50 pessoas demora mais que um carro no mesmo trajeto, e embarque e desembarque de um grupo somam de verdade.
  • Requisitos técnicos do salão, por escrito. Projetor e sua conexão (ainda há salas só com HDMI e notebooks só com USB-C), som, microfones de mão e de lapela, púlpito, telão, internet por cabo para a apresentação ao vivo se houver streaming, e potência elétrica suficiente. O ponto que mais falha não é o projetor: é o wi-fi do hotel quando 60 pessoas se conectam ao mesmo tempo.
  • Catering e restrições alimentares. Pedem-se à equipe que viaja, não se estimam. Vegetariano, vegano, celíaco, alergias. E se confirma que a cozinha do hotel resolve isso de verdade, não só que disse que sim.
  • Traslados fechados. Quantos veículos, a que hora, de onde, com quantos minutos de margem. Se há dois voos com chegadas separadas, se decide se o grupo espera ou se há dois traslados.
  • Plano B de clima, cotado. Não descrito: cotado. Na cordilheira uma excursão cai com duas horas de aviso, e o plano B precisa estar reservado, não imaginado.
  • Atividade com dois níveis. A parte social do programa tem que incluir todo o grupo. Em atividades de team building e para que serve cada uma está o detalhe do que funciona com grupos diversos.

De 3 a 2 semanas antes

  • Comunicação à equipe. O que levar, que roupa, que nível de exigência física tem cada atividade, a que hora sai o ônibus. Se é inverno, isso importa mais do que parece: muita gente chega sem roupa adequada porque ninguém disse com clareza. O que levar na mala para a neve serve de base para essa mensagem.
  • Documentação. Se viaja gente de outro país, revisa-se agora e não no aeroporto. Os requisitos para entrar no Chile e na Argentina têm detalhes que pegam gente todo ano.
  • Lista final de passageiros com os nomes como estão no documento, não como todo mundo chama no escritório.
  • Quem é o responsável da empresa em destino. Uma pessoa, com telefone, que decide quando é preciso decidir na hora.

Na semana anterior

  • Reconfirmação de hotel, salão, catering, traslados e atividades.
  • Teste técnico acordado com o hotel: dia e hora para testar projetor, som e internet antes de o grupo chegar, não quinze minutos antes de começar.
  • Plano B impresso ou no telefone do coordenador.
  • Contatos de emergência e do seguro, nas mãos de mais de uma pessoa.

Durante

  • Um coordenador em destino, o tempo todo. Não é luxo: é o que faz um voo atrasado ou uma mudança de clima não virar a lembrança do evento.
  • Os tempos mortos são parte do programa. Uma convenção sem nenhum espaço livre produz gente que não conversou com ninguém, que normalmente é metade do objetivo.
  • O fechamento importa. Um jantar final ou um pôr do sol com o grupo todo vale mais que uma atividade extra apertada na manhã do último dia.

Depois

  • Pesquisa curta com a equipe, a quente, nos dois ou três dias seguintes. Três perguntas abertas bastam.
  • Registro do que saiu do lugar e por quê. É o que faz a convenção do ano seguinte não repetir o mesmo problema.

Os quatro pontos onde sempre cai algo

  1. A internet do salão quando todo o grupo se conecta ao mesmo tempo.
  2. Os tempos de traslado, calculados com mapa e não com um ônibus real embarcando e desembarcando.
  3. As restrições alimentares, pedidas tarde ou nunca confirmadas com a cozinha.
  4. O clima, quando o plano B existia só como ideia.

Se você ainda está definindo onde fazer, Bariloche ou Santiago para um evento de empresa compara capacidade, conectividade aérea e estacionalidade, e como organizar uma viagem de incentivo cobre o caso em que o evento é prêmio e não reunião.

Perguntas frequentes

Com quanta antecedência se planeja uma convenção de empresa fora da cidade?

O hotel e o salão se bloqueiam entre 12 e 8 semanas antes, e o programa hora por hora fica aprovado entre 8 e 4 semanas antes. Em alta temporada, como julho em Bariloche ou as férias de inverno no Chile, o bloqueio precisa ser anterior, porque a disponibilidade de salões esgota antes da de quartos.

O que pedir ao hotel por escrito para o salão?

Formato de montagem e sua capacidade real, projetor com o tipo de conexão disponível, som, microfones de mão e de lapela, telão, potência elétrica, internet por cabo se houver streaming, e uma janela acordada para o teste técnico antes de o grupo chegar. O ponto que mais falha é o wi-fi quando todo o grupo se conecta ao mesmo tempo.

Como se calculam os tempos de traslado de um grupo?

Nunca com o tempo que um mapa dá. Um ônibus carregado anda mais devagar que um carro, e embarcar e desembarcar 50 pessoas com bagagem soma minutos reais em cada ponta. Acrescenta-se margem explícita em cada traslado, e mais ainda no inverno, quando a estrada aos centros de esqui pode estar com neve ou com controle.

É necessário um coordenador em destino se o itinerário está fechado?

Sim. Um itinerário fechado é um documento; o que sustenta o programa quando um voo atrasa, o clima muda ou um fornecedor sai do lugar é uma pessoa no local com capacidade de decidir na hora.