Píer de madeira sobre o lago, com a floresta e a cordilheira nevada ao fundo, em Bariloche
Tendências

O que não está no preço de uma viagem a Bariloche

Francisca

Marketing · Vivencias Travel

3 de nov. de 20267 min de leitura

Ecotaxa por noite, ingresso de Parque Nacional, taxa portuária e meios de elevação. Quatro cobranças reais que aparecem no destino, com quanto pesam e quando dá para evitar.

O orçamento de uma viagem a Bariloche costuma ser feito com três números: passagem, hospedagem e passeios. Faltam quatro cobranças que ninguém inclui e que aparecem lá, uma por uma, em pesos e muitas vezes em dinheiro.

Nenhuma delas é escondida nem irregular. O problema é só que não estão no pacote, e quem não sabe se surpreende.

1. A ecotaxa, por noite e por pessoa

Bariloche cobra uma taxa turística por noite de hospedagem, que o hotel acrescenta à conta. O valor muda conforme a categoria do estabelecimento e foi reajustado para cima em 2026.

Duas coisas que vale saber:

  • É por pessoa e por noite. Numa família de quatro pessoas em sete noites, são 28 cobranças, não uma.
  • Tem desconto fora da alta temporada. Entre abril e junho, o valor cai pela metade. É mais um argumento a favor de viajar na entretemporada.

2. O ingresso dos Parques Nacionais

Quase todo passeio clássico de Bariloche entra no Parque Nacional Nahuel Huapi: Cerro Tronador, Puerto Blest, Isla Victoria, boa parte do Circuito Chico. O ingresso não vem incluído nas excursões e se paga na entrada do parque.

A tarifa é diferenciada: estrangeiros pagam mais que residentes argentinos, que por sua vez pagam mais que residentes da província. Em meados de 2026 a tarifa geral para estrangeiros nos parques da região estava em torno de 35 mil pesos, mas é um valor que a administração atualiza, então confirme o número do dia antes de fechar as contas.

Estão isentos aposentados, crianças de até 5 anos, pessoas com deficiência e visitas educativas credenciadas, entre outros casos.

3. A taxa portuária das navegações

As excursões lacustres, como Isla Victoria e Bosque de Arrayanes e Puerto Blest, cobram uma taxa de embarque no porto, por passageiro, além do ingresso do parque. Costuma ser paga ali mesmo, em dinheiro e em pesos argentinos.

4. Os meios de elevação

Este é o que mais gera mal-entendido. A excursão ao Cerro Catedral ou ao Cerro Campanario leva você até a base; subir é à parte. O mesmo vale para o Circuito Chico, onde a parada no Campanario é um mirante opcional com ingresso próprio.

Vale a pena? Na maioria dos casos sim, porque é justamente lá de cima que está a vista das fotos. Mas é uma decisão, não um automático, e convém saber antes para não decidir na fila.

E mais duas coisas que não são taxas, mas entram no bolso

  • Dinheiro em espécie. Várias dessas cobranças são em pesos e em dinheiro. Conviver com isso é mais simples do que parece se você já chega sabendo, mas cuidado com a hospedagem: pagar a diária em espécie costuma fazer você perder a devolução de IVA do hotel, explicada em devolução de IVA no Chile e na Argentina.
  • As refeições fora do hotel. Quase nenhuma excursão de dia inteiro inclui almoço, salvo quando está escrito.

Como orçar isso sem se perder

Some ao orçamento, por pessoa: a ecotaxa multiplicada pelas noites, o ingresso de parque para cada dia que entre no Nahuel Huapi, a taxa de embarque das navegações que você fizer e os meios de elevação que pretenda subir. Não é um valor enorme, mas em uma semana deixa de ser desprezível, e é exatamente o tipo de coisa que estraga o último dia de viagem.

Para o resto do cálculo, quanto custa viajar para Bariloche no inverno tem passagem, hospedagem, equipamento e comida, e as principais atrações de Bariloche ajuda a decidir quais desses passeios entram na sua viagem.

Perguntas frequentes

O que é a ecotaxa de Bariloche e quanto custa?

É uma taxa turística cobrada por noite e por pessoa hospedada, acrescentada à conta pelo próprio hotel. O valor depende da categoria do estabelecimento e foi reajustado em 2026. Entre abril e junho o valor cai pela metade, o que favorece quem viaja na entretemporada.

O ingresso do Parque Nacional está incluído nas excursões em Bariloche?

Não. Passeios como Cerro Tronador, Puerto Blest e Isla Victoria entram no Parque Nacional Nahuel Huapi e o ingresso se paga à parte, na entrada do parque. A tarifa é diferenciada entre estrangeiros, residentes argentinos e residentes da província, e a administração a atualiza periodicamente.

Os meios de elevação estão incluídos na excursão ao Cerro Catedral?

Não. A excursão leva até a base do cerro; a subida de teleférico ou cadeirinha é cobrada à parte, e o mesmo acontece com o Cerro Campanario na parada do Circuito Chico. Na maioria dos casos vale a pena, porque a vista das fotos está lá de cima, mas é uma decisão e não um automático.

Preciso levar dinheiro em espécie para Bariloche?

Para essas cobranças, sim: o ingresso dos parques e a taxa portuária das navegações costumam ser pagos no local, em pesos argentinos e em dinheiro. O resto da viagem funciona normalmente com cartão.

Fontes consultadas