Francisca
Marketing · Vivencias Travel
No inverno, Bariloche vira um destino de neve completo. Você esquia no Cerro Catedral, faz o Circuito Chico com vista do Cerro Campanario, prova chocolate na rua Mitre, come fondue na Colônia Suíça e, mesmo sem esquiar, brinca de trenó e boia no Cerro Otto.
No inverno, entre junho e setembro, Bariloche se transforma no principal destino de neve da América do Sul. Você esquia no Cerro Catedral, faz o Circuito Chico com vista do Cerro Campanario, prova chocolate na rua Mitre, come fondue na Colônia Suíça e, mesmo sem esquiar, brinca de trenó e boia no Cerro Otto.
O que fazer em Bariloche no inverno?
A temporada de neve costuma ir de junho a setembro, e a cidade oferece atividades para todos os perfis. Quem gosta de adrenalina esquia ou pratica snowboard no Cerro Catedral e no Cerro Bayo, em Villa La Angostura. Quem prefere um ritmo tranquilo faz o Circuito Chico de carro, sobe ao Cerro Campanario de teleférico e curte a paisagem branca do Nahuel Huapi. As famílias com crianças encontram no Cerro Otto e em Piedras Blancas pistas de trenó, boias e caminhadas com raquetes de neve. E há ainda o lado gastronômico, com as chocolatarias históricas da rua Mitre e a cozinha alpina da Colônia Suíça. Uma dica prática: reserve o Circuito Chico ou o Cerro Campanario para os primeiros dias, deixando os cerros de esqui para quando você já estiver ambientado ao frio.
Vale a pena esquiar no Cerro Catedral?
O Cerro Catedral é o maior centro de esqui do hemisfério sul, com cerca de 120 quilômetros de pistas e mais de 30 meios de elevação, entre bondinhos, teleféricos e cabos, que levam até cerca de 2 mil metros de altitude. Fica a aproximadamente 19 quilômetros do centro de Bariloche e tem capacidade para dezenas de milhares de visitantes, com pistas para todos os níveis, snowpark, área fora de pista e um play park para quem vai dar os primeiros passos na neve. Na base há uma megaestrutura de restaurantes, lojas, escolas de esqui e aluguel de roupas e equipamentos, além de um pequeno centro de compras. Vale muito a pena para quem quer esquiar de verdade, mas também recebe bem quem não esquia, com esquibunda, tubing, passeios de snowmobile e caminhadas com raquetes. Você chega de carro alugado, ônibus de linha ou transporte organizado.
Como é o Circuito Chico e o Cerro Campanario no inverno?
O Circuito Chico é o passeio panorâmico clássico de Bariloche, com cerca de 65 quilômetros e duração aproximada de 4 horas, percorrendo as paisagens mais bonitas dos arredores. As paradas tradicionais incluem o icônico Hotel Llao Llao, o Punto Panorámico, a capela de San Eduardo, a fábrica de rosa mosqueta e o Cerro Campanario. No inverno, o ideal é fazer de carro ou reservando um passeio guiado, já que a estrada pode ficar escorregadia. O ponto alto é o Cerro Campanario: um teleférico leva ao topo, de onde se abre uma das vistas mais famosas da Patagônia, com os lagos e as montanhas nevadas em 360 graus. No alto há um café com lanchonete e mirante, funcionando diariamente. É um dos mirantes mais celebrados de toda a região e rende as melhores fotos da viagem.
O que fazer em Bariloche sem esquiar?
Não é preciso saber esquiar para viver a neve em Bariloche. O Cerro Otto é uma das montanhas mais queridas da cidade, com esquibunda, descidas de boia, mirantes, labirinto, decks panorâmicos e um famoso café giratório onde você toma chocolate quente admirando a vista. No topo há pistas de trenó para todas as idades, tirolesa e caminhadas com raquetes de neve. As regiões de Cerro Catedral, Cerro Otto e Piedras Blancas oferecem passeios de trenó, sendo Piedras Blancas considerada uma das melhores para essa brincadeira. Um dos programas mais mágicos, especialmente com crianças, é o trenó puxado por huskies em meio a bosques nevados. Também dá para fazer patinação no gelo e passeios de barco pelo lago Nahuel Huapi, rumo à Isla Victoria e ao Bosque de Arrayanes, sem qualquer esforço físico.
Onde comer chocolate e conhecer a Colônia Suíça e Villa La Angostura?
Bariloche é a capital nacional do chocolate na Argentina, e só na rua Mitre há mais de quinze chocolatarias históricas para provar e comprar. A tradição vem dos imigrantes suíços da família Goye, que se instalaram no fim do século 19 na região que virou a Colônia Suíça e adaptaram receitas europeias aos produtos da Patagônia. A Colônia Suíça guarda até hoje essa herança alpina, com fondue, goulash e spätzle nos cardápios, pratos que combinam perfeitamente com o clima frio, além do curanto, preparo comunitário típico das feiras às quartas e aos domingos. Para completar, vale um bate e volta a Villa La Angostura, na beira do Nahuel Huapi, com suas ruas charmosas e chalés alpinos. Ali fica o Cerro Bayo, estação boutique fundada em 1978, com cerca de 200 hectares esquiáveis, pistas para todos os níveis, tubing, raquetes de neve e uma atmosfera mais intimista que a do Catedral.




