Francisca
Marketing · Vivencias Travel
As doze perguntas que separam uma proposta comparável de um PDF bonito. Serve para avaliar qualquer um, inclusive nós, e é o que uma área de compras precisa para decidir com algo além do preço final.
Quando chegam três propostas para o mesmo evento e as três têm fotos bonitas e um número no fim, não há como compará-las. A diferença entre elas quase nunca está no preço: está no que cada uma pressupõe e não escreveu.
Estas são as perguntas que tornam três propostas comparáveis. Servem para nos avaliar do mesmo jeito que a qualquer outro.
Sobre a empresa
- Com qual entidade legal se contrata e em que país está registrada? Define quem emite a nota fiscal, em que moeda e a quem se reclama. Se o evento cruza do Chile para a Argentina, podem ser duas entidades diferentes.
- Que registro habilita a operar? SERNATUR e o Selo Q no Chile, a licença de agência de viagens com seu legajo na Argentina, o Cadastur no Brasil. É um número verificável, não um logo no rodapé.
- Quem vai estar à frente no dia do evento, e é alguém da empresa? Um roteiro impecável sem uma pessoa responsável em campo é um documento.
Sobre o que realmente está incluído
- O traslado está incluído, e é ida e volta? É a diferença de preço que mais aparece só no final.
- Que alimentação inclui, e o que acontece com as restrições alimentares? E sobretudo: a cozinha resolve isso de verdade ou apenas disse que sim?
- O que acontece com quem não pode fazer a atividade principal? Se não há alternativa cotada, essa pessoa vai passar o dia à parte.
- O plano B de clima está cotado e reservado, ou apenas mencionado? Não é a mesma coisa, e na cordilheira isso aparece no mesmo dia.
- O preço inclui impostos? Entre duas propostas, só isso pode explicar toda a diferença.
Sobre a operação
- A frota é própria ou subcontratada, e quem são os motoristas? Uma cadeia de subcontratação montada na semana anterior é a origem da maioria dos problemas de traslado.
- Quantas pessoas da empresa vão estar em campo? Não quantos guias a atividade tem: quantas pessoas do fornecedor acompanham o grupo.
- Que seguros cobrem a atividade e até que valor? Por escrito, não de palavra.
Sobre as letras miúdas
- O que acontece se comparecer menos gente que o estimado? Quase toda proposta é montada sobre uma quantidade estimada, e se no dia faltarem vinte pessoas, o custo por pessoa sobe. Vale saber antes se há um mínimo garantido.
A pergunta que mais diz de um fornecedor
Há uma que não está em nenhuma lista de compras e revela mais que as doze anteriores: que relação vocês têm com o lugar onde o evento vai acontecer?
Um operador que trabalha o ano todo com o administrador de uma área protegida, com o dono de uma propriedade ou com um hotel de montanha resolve numa ligação o que a outro leva duas semanas. Isso não aparece no orçamento e é exatamente o que se nota no dia em que algo sai do lugar.
O que convém mandar junto com a solicitação
A qualidade da proposta depende da qualidade do pedido. Com estes cinco dados, um operador consegue montar algo real:
- Para que é o evento. Integrar duas áreas, premiar um resultado, fechar um ano. É o dado que mais se omite e o que mais muda a proposta.
- Quanta gente, e com que perfil de idade e preparo físico.
- A data ou a faixa de datas.
- Quantas horas ou dias, e se há uma parte de trabalho que precise de salão.
- Uma faixa de orçamento. Não para gastarem tudo: para não receber três propostas que nunca seriam aprovadas.
Sem o objetivo, o que chega é um roteiro genérico que poderia ser de qualquer empresa.
Para seguir
Quanto custa um team building explica o que move o preço e o que costuma faltar na proposta barata, o checklist de uma convenção de empresa cobre salão, catering e logística, e se o grupo passa de oitenta pessoas, team building para grupos grandes explica o que muda na operação.
Perguntas frequentes
O que perguntar a um fornecedor de eventos corporativos?
Doze coisas: com qual entidade legal se contrata, que registro o habilita a operar, quem fica à frente em campo, se o traslado é ida e volta, que alimentação inclui, o que acontece com quem não pode fazer a atividade, se o plano B de clima está cotado, se o preço inclui impostos, se a frota é própria, quantas pessoas do fornecedor acompanham o grupo, que seguros cobrem a atividade e o que acontece se comparecer menos gente que o estimado.
Como comparar duas propostas de eventos corporativos?
Pedindo as duas no mesmo nível de detalhe e comparando linha a linha, não pelo número final. A diferença entre propostas quase nunca está no preço, e sim no que cada uma pressupõe sem escrever: traslado, alternativas, plano de clima, impostos e pessoal em campo.
Que informação é preciso dar para receber uma proposta séria?
Cinco dados: para que é o evento, quantas pessoas e com que perfil de idade e preparo físico, a data ou a faixa de datas, quantas horas ou dias e se há uma parte de trabalho que precise de salão, e uma faixa de orçamento. Sem o objetivo, o que chega é um roteiro genérico.
O que acontece com o preço se comparecer menos gente que o estimado?
O custo por pessoa sobe, porque os custos fixos como transporte, guias e salão se dividem entre menos gente. É a surpresa mais comum na hora de fechar o faturamento, e convém perguntar antes se existe um mínimo garantido.




