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Bariloche no verão: o que fazer quando não tem neve

Francisca

Marketing · Vivencias Travel

7 de set. de 20268 min de leitura

Entre dezembro e março Bariloche passa dos 20 °C, os lagos ficam turquesa e o dia vai até as 21h. Circuito Chico, Sete Lagos, navegação à Isla Victoria e trilhas, o guia completo do verão, com o melhor mês para ir e quanto tempo ficar.

Bariloche no verão é um destino completamente diferente do Bariloche da neve, e, para muita gente, melhor. Entre dezembro e março os termômetros passam dos 20 °C, o sol se põe perto das 21h e os lagos ficam com aquela cor turquesa que não aparece em nenhuma foto de inverno. É a época de caminhar, navegar, pedalar e comer ao ar livre.

Como é o clima em Bariloche no verão?

As máximas ficam em geral entre 20 °C e 25 °C, com noites frescas que pedem casaco mesmo em janeiro. Chove pouco, e o dia rende muito: amanhece cedo e escurece perto das 21h, o que na prática dá duas ou três horas a mais de passeio do que no inverno.

Um aviso que quase nenhum guia dá com clareza: Bariloche não é um destino de calor constante. Um dia nublado, com vento do lago e 14 °C pode aparecer no meio de janeiro. Leve roupa leve, mas leve também um corta-vento e uma segunda pele. Quem vai só com roupa de verão passa frio.

O que fazer em Bariloche no verão?

  • Circuito Chico. O passeio clássico, e no verão é outra coisa: os miradores do Cerro Campanario e a vista do Llao Llao com os lagos abertos e a montanha verde. É a foto que todo mundo leva de Bariloche.
  • Navegar até a Isla Victoria e o Bosque de Arrayanes. Só faz sentido de verdade com bom tempo, e é o passeio mais pedido da temporada. O bosque de arrayanes é único no mundo.
  • A Rota dos Sete Lagos, até San Martín de los Andes. Um dia inteiro de estrada com miradores. No inverno costuma estar parcialmente fechada; no verão, aberta e no auge.
  • Praias de lago. Playa Bonita, Villa Tacul, Bahía López. Água gelada, sim, mas com o sol de janeiro muita gente entra.
  • Cerro Catedral sem neve. A montanha vira parque de aventura: trilhas, mountain bike, tirolesa e a mesma vista de sempre, agora verde.
  • Trekking. Do Refugio Frey ao Cerro Llao Llao, há trilhas para todos os níveis, e é a única época em que estão todas acessíveis.
  • Chocolate e cerveja artesanal. A rua Mitre e as cervejarias da região não fecham no verão, e sem fila.

Qual o melhor mês para ir a Bariloche no verão?

Depende do que você quer evitar:

  • Dezembro é o melhor equilíbrio: já está quente, os dias são os mais longos do ano e a cidade ainda não lotou. Antes do Natal, os preços são bem menores.
  • Janeiro é o pico. Melhor clima e também mais gente, mais caro e com reservas necessárias com bastante antecedência.
  • Fevereiro, sobretudo depois do Carnaval, começa a esvaziar mantendo o clima bom. É a segunda melhor janela.
  • Março é a virada: menos gente, preços baixos, e as primeiras cores do outono. Alguns passeios de lago reduzem a frequência.

Verão ou inverno em Bariloche?

Escolha o inverno se o objetivo é a neve: esquiar, ver neve pela primeira vez, brincar de trenó. É o que a maioria dos brasileiros busca, e é quando a cidade está mais cara e cheia.

Escolha o verão se você quer a Patagônia em si: os lagos, as trilhas, a estrada dos Sete Lagos, navegar. A paisagem é mais aberta, os passeios não dependem das condições da montanha e você faz mais coisas por dia. E há um argumento prático: fora de julho, tudo custa bem menos.

Quanto tempo ficar?

Quatro dias são o mínimo para o essencial: Circuito Chico, uma navegação e um dia livre na cidade. Com cinco a seis dias dá para somar os Sete Lagos e uma trilha sem correr. Menos de três dias significa deixar de fora pelo menos um dos passeios clássicos.

O que levar

  • Roupa leve para o dia e casaco para a noite: a amplitude térmica é grande.
  • Corta-vento: o vento do lago é constante.
  • Protetor solar. A radiação na Patagônia é forte e o reflexo da água aumenta a exposição.
  • Calçado fechado e confortável se pretende fazer trilhas, mesmo as curtas.
  • Documento de identidade em bom estado. Brasileiros entram na Argentina sem passaporte, com a versão física da carteira de identidade: a digital não é aceita.

Perguntas frequentes

Vale a pena ir a Bariloche no verão?

Vale, e para quem não vai esquiar é a melhor época. Entre dezembro e março as máximas passam dos 20 °C, os lagos ficam turquesa, os dias vão até as 21h e todos os passeios de natureza estão disponíveis: inclusive a Rota dos Sete Lagos, que no inverno costuma ter trechos fechados. E fora de julho tudo custa bem menos.

Tem neve em Bariloche no verão?

Nos cerros mais altos e no Tronador é possível ver neve no alto o ano todo, mas na cidade e nos passeios não há neve entre dezembro e março. Quem viaja para ver neve tem que ir entre junho e setembro.

Qual o melhor mês para ir a Bariloche no verão?

Dezembro tem o melhor equilíbrio: já está quente, os dias são os mais longos do ano e a cidade ainda não lotou, com preços menores antes do Natal. Janeiro é o pico de clima e também de gente e preço. Fevereiro depois do Carnaval é a segunda melhor janela.

Faz frio em Bariloche no verão?

As noites são frescas o ano todo e um dia nublado com vento do lago pode ficar em 14 °C mesmo em janeiro. Leve roupa leve para o dia, mas também casaco e corta-vento.

Quantos dias ficar em Bariloche no verão?

Quatro dias é o mínimo para o essencial. Com cinco a seis dá para incluir a Rota dos Sete Lagos e uma trilha sem correr.

Fontes consultadas