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Deserto do Atacama: quando ir, o que fazer e o que você precisa saber

Francisca

Marketing · Vivencias Travel

7 de set. de 20269 min de leitura

A melhor época vai de abril a dezembro: janeiro e fevereiro são o inverno altiplânico, quando a chuva pode fechar estradas e cancelar o Tatio e as Piedras Rojas. Veja os passeios mais procurados, quantos dias ficar e por que a altitude exige planejamento.

O Deserto do Atacama é o deserto mais árido do mundo, e a viagem tem uma particularidade que quase nenhum brasileiro conhece antes de comprar a passagem: janeiro e fevereiro, justamente os meses de férias no Brasil, são a época de chuva no altiplano. Chama-se inverno altiplânico, e pode fechar estradas e cancelar os dois passeios mais famosos do destino. Este guia explica quando ir, o que fazer e o que você precisa saber antes de embarcar.

Qual a melhor época para ir ao Atacama?

Para evitar chuva, o período seguro vai de abril a dezembro. É simples assim.

O chamado inverno altiplânico concentra-se em janeiro e fevereiro. Apesar do nome, não é frio: são chuvas de verão que caem sobre o altiplano, acima dos 4.000 metros. O problema não é se molhar em San Pedro: é que a água desce pelas quebradas, fecha estradas de terra e obriga a cancelar passeios. Os dois que mais sofrem são justamente os mais procurados: os gêiseres do Tatio e as Piedras Rojas.

Entre os meses de verão, dezembro é o melhor: as chuvas ainda não começaram de verdade e o deserto está no auge do céu limpo.

Uma observação honesta: viajar em janeiro ou fevereiro não é impossível, e muita gente faz e adora. Mas é preciso ir sabendo que existe risco real de cancelamento, e por isso importa mais que nunca com quem se viaja: uma agência local reprograma o roteiro no mesmo dia, um pacote fechado à distância não.

Como é o clima no Atacama?

A amplitude térmica é a marca do deserto. Em janeiro, San Pedro varia entre 8 °C no começo do dia e 25 °C nas horas mais quentes. É normal sair de casaco às 6h da manhã e estar de camiseta ao meio-dia.

Em qualquer época do ano vale a mesma regra: vista-se em camadas. Uma segunda pele, um casaco de meia estação e um corta-vento resolvem o dia inteiro melhor que um casaco pesado.

O que fazer no Atacama: os passeios mais procurados por brasileiros

  • Vale da Lua. O passeio de entrada e o mais fotografado do deserto. Formações de sal e argila que parecem outro planeta, e um pôr do sol que é o cartão-postal do destino. Fica pertinho de San Pedro e é de meio dia.
  • Gêiseres do Tatio. O campo geotérmico mais alto do mundo, a 4.320 metros. Sai de madrugada porque a atividade das fumarolas é mais forte no frio do amanhecer. É o passeio mais impressionante e também o mais exigente: leia a parte de altitude abaixo antes de reservar.
  • Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas. Miscanti, Miñiques e o Salar de Talar, com aquele contraste de água azul, sal branco e pedras vermelhas. Dia inteiro, também em altitude.
  • Laguna Cejar e as lagunas de sal. Água com tanta concentração de sal que a pessoa boia sem esforço, como no Mar Morto. Costuma fechar o dia com o pôr do sol nos Ojos del Salar.
  • Salar de Atacama e Laguna Chaxa. O maior salar do Chile, com três espécies de flamingos. Melhor no fim da tarde.
  • Astroturismo. O Atacama tem um dos céus mais limpos do planeta e é onde estão os grandes observatórios. Os passeios noturnos com telescópio são um capítulo à parte, e dependem da lua: nas noites de lua cheia se vê muito menos.
  • Valle del Arcoíris e petróglifos de Yerbas Buenas. Menos famoso, mais tranquilo, com montanhas de cores minerais e arte rupestre de mais de mil anos.

O que você precisa saber antes de ir

Cinco coisas que mudam a viagem, e que não aparecem na maioria dos roteiros:

  • A altitude é real. San Pedro está a 2.400 metros e os passeios sobem muito mais: o Tatio a 4.320 m, as lagunas altiplânicas acima dos 4.000 m. A recomendação é esperar de dois a três dias em San Pedro antes de subir ao Tatio, para dar tempo ao corpo. Quem chega e sobe no dia seguinte costuma passar mal.
  • Nem todo mundo deveria subir. Os passeios de grande altitude não são recomendados para gestantes, crianças pequenas e pessoas com pressão alta ou problemas cardíacos. Vale conversar com um médico antes.
  • Como chegar. O aeroporto é o de Calama, e de lá são cerca de uma hora e meia até San Pedro. Não há voo direto: a conexão é por Santiago.
  • O sol é o mais forte que você vai enfrentar. Deserto, altitude e ar seco somados. Protetor fator 50, chapéu, óculos de sol e muita água: a desidratação chega sem sede.
  • Leve dinheiro. San Pedro é um povoado pequeno; nem todos os lugares aceitam cartão, e os caixas eletrônicos costumam ter fila e limite.

Quantos dias ficar no Atacama?

Quatro dias é o mínimo razoável, e não por capricho de roteiro: é o tempo que a aclimatação exige. Um dia para chegar e ficar leve, dois para os passeios de altitude média, e recém aí o Tatio.

Com cinco a seis dias dá para incluir as lagunas altiplânicas, uma noite de astroturismo e ainda ter uma manhã livre. Ir com dois ou três dias significa ou cortar os passeios principais ou subir a 4.300 metros sem aclimatar, que é exatamente o que não se deve fazer.

Atacama combina com que outro destino?

É a pergunta natural, porque a passagem até o Chile já foi paga. As duas combinações que mais funcionam:

  • Santiago + Atacama. A mais comum e a mais fácil: o voo para Calama sai de Santiago, então a capital entra no roteiro naturalmente. Três dias em Santiago, com vinícolas e litoral, mais quatro no deserto.
  • Atacama + Patagônia. Os dois extremos do Chile na mesma viagem: o deserto mais árido do mundo e os glaciares. Exige mais dias e mais orçamento, mas é a viagem que as pessoas lembram para sempre.

Documentos

Brasileiros entram no Chile apenas com a carteira de identidade, desde que esteja em bom estado, com foto que permita a identificação e não seja muito antiga. A versão física é obrigatória: a digital não é aceita na imigração. Vale conferir também as exigências atualizadas de seguro de viagem antes de embarcar.

Perguntas frequentes

Qual a melhor época para ir ao Deserto do Atacama?

De abril a dezembro, para evitar as chuvas do inverno altiplânico, que se concentram em janeiro e fevereiro. Entre os meses de verão, dezembro é o melhor. As chuvas do altiplano podem fechar estradas e cancelar passeios como os gêiseres do Tatio e as Piedras Rojas.

O que é o inverno altiplânico?

São chuvas de verão que caem sobre o altiplano, acima dos 4.000 metros, principalmente em janeiro e fevereiro. Apesar do nome, não é frio. O problema não é a chuva em San Pedro, e sim a água que desce pelas quebradas, fecha estradas de terra e obriga a cancelar passeios.

Quantos dias ficar no Atacama?

Quatro dias é o mínimo razoável, porque a aclimatação à altitude exige tempo: um dia leve ao chegar, dois de passeios em altitude média e só então o Tatio, a 4.320 metros. Com cinco ou seis dá para incluir as lagunas altiplânicas e uma noite de astroturismo.

Faz mal de altitude no Atacama?

Pode fazer. San Pedro está a 2.400 metros e os passeios sobem bem mais: o Tatio fica a 4.320 m. A recomendação é esperar de dois a três dias antes de subir ao Tatio. Os passeios de grande altitude não são indicados para gestantes, crianças pequenas e pessoas com pressão alta ou problemas cardíacos.

Como chegar ao Atacama?

Pelo aeroporto de Calama, com conexão em Santiago, não há voo direto do Brasil. De Calama a San Pedro de Atacama são cerca de uma hora e meia de estrada.

Fontes consultadas