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Termas e bem-estar no Chile: onde desacelerar de verdade

Francisca

Marketing · Vivencias Travel

8 de set. de 20267 min de leitura

Cajón del Maipo, Puritama no Atacama e as termas do sul. Quais valem a viagem, o que esperar de cada uma e o que ninguém conta antes: altitude, sol de cordilheira e por que nenhuma delas é um spa.

Nem toda viagem precisa ser uma lista de coisas para fazer. A tendência que as consultoras de turismo apontam para 2027 é justamente essa: calma, desconexão e natureza, e 95% dos brasileiros dizem priorizar viagens ligadas a saúde e qualidade de vida.

No Chile isso tem um endereço bem concreto: as termas. Água quente natural saindo da cordilheira, em lugares onde não pega sinal de celular. Este guia reúne as principais, o que esperar de cada uma e o que ninguém conta antes.

Cajón del Maipo: as termas mais perto de Santiago

O Cajón del Maipo é o vale de montanha que começa a cerca de uma hora da capital e vai subindo pela cordilheira. É o passeio de natureza mais acessível para quem está em Santiago.

  • Termas Valle de Colina. As mais conhecidas, a cerca de 2.500 metros de altitude. São piscinas naturais em terraços, uma acima da outra, com a montanha inteira na frente. Não são um spa: a estrutura é rústica, o último trecho da estrada não é pavimentado e a viagem desde Santiago leva boa parte do dia. É exatamente isso que faz o lugar valer a pena.
  • Baños Morales. Menores e mais simples, no caminho. Funcionam de forma sazonal.

O Cajón se combina bem com o Embalse El Yeso, o reservatório de água turquesa que aparece em quase toda foto de Santiago na internet.

Termas de Puritama: o oásis do deserto

A cerca de 30 km de San Pedro de Atacama, num cânion escondido, corre um riacho de água termal que forma uma sequência de piscinas ligadas por passarelas de madeira. É difícil imaginar algo mais improvável no deserto mais árido do mundo, e é exatamente por isso que impressiona.

Dois detalhes práticos que mudam a experiência: a entrada é paga e o número de visitantes por dia é limitado, então precisa reservar com antecedência; e está a mais de 3.000 metros, então não é o passeio do primeiro dia, deixe o corpo se aclimatar antes.

Mais ao sul: Termas Geométricas e Termas de Chillán

Se a viagem for mais longa, vale saber que o Chile tem termas ainda mais espetaculares fora do eixo Santiago-Atacama.

  • Termas Geométricas, perto de Villarrica, na região dos vulcões e lagos: dezenas de poças de pedra ligadas por passarelas vermelhas dentro de um cânion de floresta úmida. É a imagem mais fotografada de termas do país.
  • Termas de Chillán, que combinam águas termais e centro de esqui no mesmo lugar.

O que ninguém conta antes

  • Altitude. Colina está a 2.500 m e Puritama acima de 3.000 m. Água quente mais altitude desidrata rápido: beba mais água do que a sede pede, e não passe a tarde inteira dentro da água.
  • Sol de cordilheira. A radiação na montanha e no deserto é muito mais forte que a do litoral brasileiro. Protetor solar e chapéu, mesmo com frio.
  • Leve tudo. Chinelo, toalha, água, dinheiro em espécie. Em várias termas não há loja, restaurante nem sinal de celular.
  • Não espere um spa. As termas naturais do Chile são natureza, não hotelaria. Quem procura massagem e roupão deve olhar hotéis com spa, não estas.

E na Argentina?

Bariloche não é destino de termas, mas é talvez o melhor lugar dos nossos destinos para a mesma intenção: desacelerar. Os lagos, o Circuito Chico e as praias de água doce da região funcionam para isso mesmo: dias sem agenda, com montanha na frente. Se a ideia da viagem é descansar e não cumprir roteiro, é um destino tão válido quanto uma terma.

Perguntas frequentes

Quais são as termas mais perto de Santiago?

As do Cajón del Maipo. As Termas Valle de Colina, a cerca de 2.500 metros, são as mais conhecidas: piscinas naturais em terraços com vista para a montanha. São rústicas, o último trecho da estrada não é pavimentado e a ida e volta desde Santiago ocupa boa parte do dia.

Como funcionam as Termas de Puritama, no Atacama?

Ficam a cerca de 30 km de San Pedro, num cânion, com piscinas ligadas por passarelas de madeira. A entrada é paga e o número de visitantes por dia é limitado, então é preciso reservar com antecedência. Estão acima de 3.000 metros: não é um passeio para o primeiro dia no deserto.

As termas do Chile são spas?

Não, as naturais não. São natureza: estrutura rústica, muitas vezes sem loja, restaurante ou sinal de celular. Quem procura massagem, roupão e serviço de hotel deve olhar hotéis com spa, e não as termas de montanha.

O que levar para um dia de termas?

Chinelo, toalha, muita água, protetor solar e chapéu, e dinheiro em espécie. A altitude somada à água quente desidrata rápido, e a radiação solar da cordilheira e do deserto é bem mais forte que a do litoral brasileiro.

Fontes consultadas