Ônibus turístico vermelho em frente à catedral da Plaza de Armas, no centro de Santiago
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Devolução de IVA no Chile e na Argentina: o que o turista brasileiro pode recuperar

Francisca

Marketing · Vivencias Travel

3 de nov. de 20267 min de leitura

Os dois países devolvem imposto a estrangeiros, mas por caminhos diferentes e com regras que quase ninguém explica junto. O que dá para recuperar, o que é preciso guardar e onde a maioria perde o benefício.

Chile e Argentina cobram IVA alto: 19% lá, 21% do outro lado da cordilheira. Os dois devolvem parte disso a turistas estrangeiros, mas por mecanismos diferentes, e a maior parte das pessoas perde o benefício por um detalhe de documentação.

Vale entender antes de viajar, porque quase tudo se decide na hora da compra, não depois.

Argentina: a hospedagem é o caso mais fácil

O benefício mais relevante para quem viaja a Bariloche não é compra de loja, é hotel. O turista estrangeiro tem direito à devolução do IVA sobre a hospedagem, e na prática funciona como desconto direto: o hotel não cobra o imposto na conta.

Para que isso aconteça, três condições costumam ser exigidas:

  • Apresentar o passaporte no check-in, como estrangeiro não residente.
  • Pagar com meio de pagamento emitido no exterior: cartão internacional ou transferência de fora do país.
  • Pagar em moeda estrangeira pela via indicada pelo hotel, não em pesos em dinheiro.

É por isso que pagar a diária em espécie, em pesos, costuma eliminar o benefício. Quem paga assim economiza no câmbio e perde 21%: raramente compensa.

Para compras em lojas há o sistema de reembolso de IVA em comércios aderidos, que exige nota fiscal emitida em seu nome e a validação na saída do país.

Chile: o caminho é a nota e a saída

No Chile a alíquota é de 19% e a devolução a turistas existe para compras em comércios habilitados. A lógica é a mesma de outros países: comprar em loja aderida, pedir a documentação correta no momento da compra e validar na saída.

Um ponto específico do Chile que vale saber: em alguns serviços turísticos prestados a estrangeiros não residentes, pagos com meio estrangeiro, o IVA não se aplica. Ou seja, o preço já sai sem o imposto. Não é algo que você solicita depois: é algo que depende de como a cobrança é feita.

O erro que mais custa caro

Sempre o mesmo: decidir a forma de pagamento sem pensar no imposto.

Na prática, a sequência que funciona é:

  1. Diga que é turista estrangeiro antes de pagar, não depois. Com a nota emitida, não há conserto.
  2. Pague com cartão internacional quando o benefício depender disso.
  3. Guarde tudo: nota fiscal, comprovante do cartão e passaporte à mão.
  4. Reserve tempo no aeroporto se precisar validar algo na saída. Com um voo apertado, não dá.

O que não entra

Serviços comuns do dia a dia, como restaurantes e transporte, em geral não entram em nenhum dos dois sistemas. O benefício é de hospedagem e de compras, não de tudo o que você gasta na viagem.

E uma novidade do lado brasileiro

O Brasil passa a ter o seu próprio programa de devolução de impostos a turistas estrangeiros dentro da reforma tributária que começa a rodar em 2027. Não muda nada para quem viaja ao Chile ou à Argentina, mas explica por que o assunto vai aparecer bastante nos próximos meses.

Antes de fechar as contas

As regras de câmbio e de devolução mudam com frequência nos dois países, então confirme o detalhe vigente com o hotel e com a loja no momento da compra. Para o resto do orçamento, o que não está no preço de uma viagem a Bariloche lista as cobranças que aparecem no destino, e casa de câmbio em Santiago resolve a parte do dinheiro na chegada.

Perguntas frequentes

O turista brasileiro recupera o IVA do hotel na Argentina?

Sim, em geral como desconto direto na conta: o hotel não cobra o imposto quando o hóspede é estrangeiro não residente, apresenta passaporte e paga com meio de pagamento emitido no exterior, como cartão internacional ou transferência de fora. Pagar a diária em pesos e em dinheiro normalmente elimina o benefício.

Qual é a alíquota de IVA no Chile e na Argentina?

No Chile é de 19% e na Argentina de 21%. Os dois países preveem devolução a turistas estrangeiros, mas por mecanismos diferentes: na Argentina o caso mais relevante é a hospedagem, e no Chile é a compra em comércios habilitados, além de alguns serviços turísticos que já saem sem imposto quando são pagos com meio estrangeiro.

O que é preciso guardar para pedir a devolução de impostos?

A nota fiscal emitida em seu nome, o comprovante do pagamento com cartão internacional e o passaporte. O mais importante é avisar que você é turista estrangeiro antes de pagar: com a nota já emitida de outra forma, normalmente não há conserto.

Restaurantes e transporte entram na devolução de IVA?

Em geral não. O benefício alcança hospedagem e compras em comércios aderidos, não o gasto corrente da viagem. Por isso convém calcular a devolução só sobre esses itens e não sobre o total.

Fontes consultadas