O Cerro Tronador, a montanha mais alta da região de Bariloche
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Cerro Tronador e Ventisquero Negro: como funciona o passeio de dia inteiro

Francisca

Marketing · Vivencias Travel

23 de set. de 20267 min de leitura

O único glaciar que dá para ver de pertinho em Bariloche, com uma estrada de mão única que só abre em horários fixos. Por que o passeio sai às 9h, por que ninguém volta antes das 16h e o que levar quando não há sinal de celular.

O Tronador é a montanha mais alta do Parque Nacional Nahuel Huapi, 3.478 metros na fronteira com o Chile, e o nome vem do barulho: blocos de gelo se soltam dos glaciares suspensos e o estrondo ecoa pelo vale. Quem chega na base num dia quente costuma ouvir pelo menos um.

A estrada só abre em horários fixos

Esse é o ponto que define o passeio inteiro. O trecho final até Pampa Linda é de mão única, com horários controlados pelo Parque Nacional:

  • Subida, de Los Rápidos até Pampa Linda: das 10h30 às 14h
  • Descida, de Pampa Linda até Los Rápidos: das 16h às 18h
  • Mão dupla liberada: das 19h30 às 9h

Ou seja, quem sobe fica preso na base até as quatro da tarde, queira ou não. Não é má vontade da agência: é regulamento do parque. Por isso as excursões saem por volta das 9h e voltam perto das 18h, e por isso ninguém oferece uma versão curta.

O que se vê no caminho

São uns 170 quilômetros ida e volta desde Bariloche. A estrada segue pela RN40, bordeia o lago Gutiérrez, passa pelo Mascardi e entra no ripio dentro do parque. Antes da base há duas paradas que valem por si só: a Cascada Los Alerces e o mirante do Lago Mascardi.

O Ventisquero Negro

É um glaciar de escombros. O gelo arrasta pedra e sedimento na descida e termina cinzento, quase preto, despencando numa laguna de água leitosa. Não é bonito no sentido de cartão-postal, é impressionante no sentido de escala. Do mirante dá para ver a parede inteira e ouvir o Tronador trabalhando lá em cima.

O que ninguém avisa

  • Documento físico é obrigatório. O parque pede DNI ou passaporte em papel na portaria. Foto no celular não resolve.
  • Leve dinheiro em espécie. Não há sinal de celular na base, então nada de pagamento por aproximação, Pix ou QR. A entrada do parque e qualquer coisa que se consuma em Pampa Linda se pagam em pesos.
  • Não há almoço incluso na maioria das saídas. Há uma confeitaria pequena em Pampa Linda, mas nos dias cheios a fila come metade do tempo livre. Levar um lanche resolve.

Quando ir

O acesso completo funciona no verão, mais ou menos de novembro a abril. No inverno a estrada fecha por neve e o passeio sai de circulação. Se a sua viagem é de julho, este é justamente o passeio que não vai estar disponível, e vale trocar por Isla Victoria e Bosque de Arrayanes, que opera o ano inteiro.

Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a excursão ao Cerro Tronador?

O dia inteiro, com saída por volta das 9h e retorno perto das 18h. Não existe versão curta: a estrada final é de mão única e só libera a descida às 16h, então quem sobe fica na base até esse horário.

Por que o passeio ao Tronador demora tanto?

Por regulamento do Parque Nacional. O trecho até Pampa Linda é de mão única, com subida permitida das 10h30 às 14h e descida das 16h às 18h. Somando os cerca de 170 km de ida e volta e as paradas no caminho, o passeio ocupa o dia.

Precisa levar dinheiro em espécie?

Precisa. Não há sinal de celular na base do Tronador, então não funcionam pagamentos por aproximação nem QR. A entrada do parque e o que se consuma em Pampa Linda se pagam em pesos. Documento físico, DNI ou passaporte, também é obrigatório na portaria.

O Cerro Tronador funciona no inverno?

Não. O acesso completo até Pampa Linda e o Ventisquero Negro opera no verão, mais ou menos de novembro a abril. No inverno a estrada fecha por neve. Nessa época, Isla Victoria e Bosque de Arrayanes é a alternativa que segue funcionando.

Fontes consultadas